-"Vim matar você", disse
-"Não sou importante o suficiente para conversar com meu assassino."
-"Eu o farei." sempre impaciente
-"Quem me garante" hesita "que destruirá o homem?"
-"Você."
-"Não tenho certeza?"
-"Se deixar violentar, como violentou minha mãe, é parte do processo de tornar-se um ídolo."
-"Como pode me matar, seu ídolo?"
-"Ídolos não morrem. O homem eu matarei."
-"E como devo chamá-la, então?" o sangue e seu livro se espalham.
-"Prima." disse Prima "O homem, os pecados e os segredos são perdoados, de tão breves."
-"Obrigado."
-"Não por tão pouco que lhe fiz."
segunda-feira, maio 12, 2008
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Inspiração de Cordel
"Batatinha, quando nasce,
espalha rama pelo chão.
Menininha, quando dorme,
põe a mão no coração".
Certas coisas são escritas
sem um pingo de noção.
Do poema da batata
até o funk batidão.
O homem sofre o tempo todo
e reclama: "mundo cão!"
Mas ninguém levanta um dedo
pra mudar a situação.
(Da série: "Compostos na Privada")
24/1/2008
Eine Kleine Comentário
Voltei, meus leitores (se é que vocês existem). Depois do pretensioso e ridículo poema que postei da última vez, apresento-lhes estas poucas e despretensiosas linhas. Nem é pra levar muito a sério. Werk ohne Opuszahl.
espalha rama pelo chão.
Menininha, quando dorme,
põe a mão no coração".
Certas coisas são escritas
sem um pingo de noção.
Do poema da batata
até o funk batidão.
O homem sofre o tempo todo
e reclama: "mundo cão!"
Mas ninguém levanta um dedo
pra mudar a situação.
(Da série: "Compostos na Privada")
24/1/2008
Eine Kleine Comentário
Voltei, meus leitores (se é que vocês existem). Depois do pretensioso e ridículo poema que postei da última vez, apresento-lhes estas poucas e despretensiosas linhas. Nem é pra levar muito a sério. Werk ohne Opuszahl.
domingo, dezembro 30, 2007
O Anti-Cristo vai ao céu
Pois Ele assumiu sozinho a responsabilidade pelos pecados da Humanidade, e martirizou-se passando por um psicopata cruel. Mirem-se no exemplo do Anti-Cristo. Quem mais gostaria de ter a culpa de criar os campos de concentração?
quinta-feira, novembro 08, 2007
Dezesseis (Vida, Reprise & Homenagem a João Dante)
Se pudéssemos ser totalmente científicos. Se pudéssemos ver uma gloriosa máquina que nunca falha, apenas aperfeiçoa-se, troca as peças por si só. Máquina incrível, não? Vejo os rostinhos brilhando, admirados. E eis que um chora porque, no processo de aperfeiçaomento, cuspiu-se uma peça fora.
Não adianta explicar. As pessoas têm que ver cada peça. Como podem ignorar essa máquina movida a falhas à qual pertencem? A maior invenção que houve. Transformem a Terra em um deserto radioativo que ainda haveria vida. Mas têm que lamentar o indivíduo. Elas amam cada um. Mas não o Um. Pena que não sejam totalmente científicos.
Escrito em 3/11/2007 e dedicado a João Dante Velloso Vigiani, que não era absolutamente científico e com quem nunca seremos, em 5/11/2007.
Não adianta explicar. As pessoas têm que ver cada peça. Como podem ignorar essa máquina movida a falhas à qual pertencem? A maior invenção que houve. Transformem a Terra em um deserto radioativo que ainda haveria vida. Mas têm que lamentar o indivíduo. Elas amam cada um. Mas não o Um. Pena que não sejam totalmente científicos.
Escrito em 3/11/2007 e dedicado a João Dante Velloso Vigiani, que não era absolutamente científico e com quem nunca seremos, em 5/11/2007.
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